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🧵 Em Moscou, Sergey Lavrov discursou no fórum Dialogue on Fakes. O debate sobre desinformação é necessário, mas ganha outra dimensão quando governos disputam o controle da narrativa.

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🗣️ Sergey Lavrov discursou no 4º fórum internacional Dialogue on Fakes, em Moscou, reunindo especialistas de diferentes países para debater desinformação. O tema é global — mas, vindo de um governo, também exige uma pergunta central: quem decide o que é “fake”? 🧵

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A fala foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia em 22 de setembro de 2026. O material disponível destaca a recepção aos participantes, mas não traz, no recorte apresentado, medidas concretas nem critérios verificáveis para combater conteúdos falsos.

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Combater desinformação é uma necessidade real: boatos podem afetar eleições, saúde pública, segurança e relações entre países. Só que políticas contra “fakes” perdem legitimidade quando viram instrumento para silenciar imprensa, opositores ou pesquisadores independentes.

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Há uma disputa maior em curso: Estados, plataformas digitais e grupos privados competem para moldar o que bilhões de pessoas veem e acreditam. Concentrar esse poder — seja em governos, seja em poucas big techs — cria riscos para o debate público.

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Um modelo mais sólido precisa de transparência: regras públicas, direito de contestação, auditoria independente e proteção a jornalistas. Educação midiática também importa, porque cidadãos com acesso a informação plural dependem menos de “árbitros” da verdade.

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O fórum em Moscou evidencia uma contradição do nosso tempo: todos denunciam a manipulação informacional, mas poucos aceitam escrutínio sobre as próprias narrativas. A melhor defesa contra falsidades não é censura ampla — é informação verificável, diversa e acessível.

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