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🔐 Investigação aponta chips espiões em dispositivos Ledger vendidos pela CryptoBilis no Sudeste Asiático. O prejuízo ainda não foi oficialmente fechado.

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🔐 A Ledger afirmou que carteiras físicas adulteradas, vendidas pela loja CryptoBilis no Sudeste Asiático, estão ligadas a drenagens estimadas em até US$ 86 milhões. A investigação ainda não definiu o total de vítimas. 🧵

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Segundo a fabricante, todas as perdas reportadas em 9 de outubro envolvem dispositivos vendidos pela CryptoBilis. Até agora, a Ledger diz não ter identificado casos semelhantes em carteiras de assinatura compradas em outros canais.

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O método: chips maliciosos teriam sido instalados nos aparelhos. Durante a configuração, eles capturavam os dados exibidos na tela — incluindo a frase de recuperação de 24 palavras — e a enviavam aos criminosos.

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Com a seed phrase, terceiros conseguem restaurar a carteira em outro dispositivo e movimentar os criptoativos. Por isso, essa sequência de palavras não deve ser fotografada, digitada em sites ou compartilhada com ninguém.

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A CryptoBilis informou que suspendeu as vendas de produtos Ledger enquanto o caso é apurado. Arravind Prabu, ex-fundador da loja, disse que vendeu o negócio em março e não tinha controle ou acesso administrativo após a operação.

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Changpeng Zhao, fundador da Binance, levantou a hipótese de que os próprios atacantes tenham comprado a revendedora. A tese circula nas redes, mas não foi confirmada pelas investigações nem pela Ledger.

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Os US$ 86 milhões são uma estimativa de investigadores independentes baseada em dados de blockchain, não um número oficial. A Ledger pede que usuários afetados procurem seu suporte e afirma analisar relatos de implantes em outros locais.

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O caso reforça um ponto básico da autocustódia: a segurança não depende só do protocolo, mas também da cadeia de distribuição. Comprar de canais verificáveis e conferir a integridade do dispositivo pode evitar perdas irreversíveis.

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