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Enquanto centenas de milhares seguem sem poder voltar para casa no sul do Líbano, a ONU também denuncia mais um golpe contra a imprensa independente na Rússia. 🧵

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Mais de 300 mil pessoas continuam deslocadas dentro do Líbano desde o início de março, diz a ONU. Mesmo quem quer retornar encontra ataques, demolições e restrições no sul do país. Entenda o tamanho da crise — e por que ela está longe do fim. 🇱🇧🧵

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“Deslocado interno” é quem precisou deixar sua casa, mas não cruzou a fronteira do próprio país. No Líbano, são famílias que seguem vivendo longe de suas comunidades, com acesso incerto a moradia, renda, saúde e serviços básicos.

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Há também um contraste importante: perto de 970 mil pessoas já voltaram a comunidades no sul. Mas voltar não significa recomeçar normalmente: muitas encontram casas danificadas, infraestrutura interrompida e enormes dificuldades para trabalhar.

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A agricultura mostra o efeito direto da insegurança. Em Nabatieh, restrições de acesso às terras estão afetando a colheita de azeitonas. Em algumas aldeias, agricultores só conseguiram trabalhar por dois dias antes de serem obrigados a parar, segundo a ONU.

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Para responder à emergência, o Fundo Humanitário do Líbano, coordenado pelo OCHA, destinou US$ 91 milhões a deslocados, pessoas que retornaram, refugiados e outras comunidades afetadas pela escalada deste ano.

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No mesmo boletim, a ONU alertou para o fechamento forçado da Novaya Gazeta, jornal russo independente. Para o alto-comissário Volker Türk, é mais um duro golpe contra a imprensa livre na Rússia, sob pressão crescente desde a invasão em larga escala da Ucrânia.

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Crises humanitárias e liberdade de imprensa parecem temas distantes, mas têm algo em comum: sem proteção a civis e sem informação independente, abusos ficam mais difíceis de registrar, contestar e reparar. Direitos não são um detalhe em tempos de guerra.

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