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Resumo em 10 segundos

A Suprema Corte concedeu fiança após quase oito meses de detenção. Antes de sair da prisão, Imaan Mazari-Hazir e Hadi Ali Chattha foram levados novamente pela polícia. ⚖️

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A liberdade durou apenas algumas horas. ⚖️ Imaan Mazari-Hazir e Hadi Ali Chattha receberam fiança da Suprema Corte do Paquistão após quase oito meses presos — mas foram detidos de novo antes de deixar a cadeia. 🧵

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Os dois são advogados de direitos humanos. Em 17 de setembro, a Suprema Corte suspendeu suas penas e concedeu fiança. Enquanto a documentação de soltura era processada na prisão de Adila, em Rawalpindi, a polícia os levou sob nova custódia.

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A cena, segundo a Amnesty International, ocorreu por volta das 21h30: em vez de encontrar familiares e retomar a vida, Imaan e Hadi foram apresentados a um juiz antiterrorismo — que determinou mais 14 dias de custódia na mesma prisão.

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A nova acusação se refere à participação em um protesto pacífico em março de 2025. As autoridades alegam slogans contra o governo e bloqueio de vias. Para a Amnesty, usar esse tipo de processo contra quem protesta é transformar a Justiça em ferramenta de silenciamento.

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A detenção original começou em 23 de janeiro. Um dia depois, eles receberam penas entre 10 e 17 anos por publicações críticas nas redes sociais, sob a lei paquistanesa de crimes eletrônicos. O caso reacende o alerta sobre liberdade de expressão no país.

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Não é apenas uma disputa jurídica: quando advogados que defendem vítimas de violações passam a ser alvo, o acesso à Justiça de muita gente também fica mais frágil. A Amnesty pede libertação imediata e incondicional, sem novas acusações para prolongar a prisão.

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Entre uma decisão da Suprema Corte e a porta da prisão, Imaan e Hadi descobriram como a liberdade pode ser interrompida por um novo processo. O desfecho desse caso será um teste concreto para o direito de criticar, protestar e defender direitos no Paquistão.

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