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Multidão marcha contra políticos e onda de violência; transição de poder gera mais perguntas que respostas 🇵🇪

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Lima: 1 morto e mais de 100 feridos em protesto contra políticos e a onda de violência na capital 🧵 O encontro com a sede do Legislativo terminou em choques; o presidente José Jerí anunciou a morte de Eduardo Ruiz Sanz, 32 anos, pela rede X.

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Contexto rápido: a crise de insegurança precipitou a destituição relâmpago de Dina Boluarte em 10 de outubro. O direitista José Jerí, ex-presidente do Parlamento, assumiu como presidente interino até julho de 2026. Mas essa transição resolve a crise? Ou só muda rostos?

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Quem foi às ruas? Um mix de Geração Z, sindicatos de artistas e trabalhadores do transporte. Eles reclamam de extorsões, assassinatos ligados ao crime organizado e da sensação de abandono. Choques com forças de segurança levantam dúvidas sobre proporcionalidade e direitos.

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No pano de fundo: escândalos de luxo — bolsas, Rolex, cirurgias — que mostram a desconexão entre elites e a população. Essa percepção alimenta revolta. A crítica não é apenas moral: trata-se de concentração de poder, impunidade e falha de políticas públicas.

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Na prática, o que está em jogo? As eleições e a transição não curam redes criminosas nem geram emprego e proteção social. Há risco real de delegitimar instituições se não houver investigações independentes sobre a morte de Eduardo Ruiz Sanz e responsabilidades claras.

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Reflexão final: segurança duradoura precisa combinar policiamento eficaz com políticas sociais, transparência e fortalecimento da justiça. Substituir um governo por outro sem enfrentar corrupção, desigualdade e ausência de oportunidades é só adiar a próxima explosão social.

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