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Choque de cálculos sobre a reforma do Imposto de Renda — transparência e impacto social em jogo 🧾🔍

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Arthur Lira rebate estudo do Senado que projeta saldo negativo de R$ 16,2 bilhões até 2028 em seu parecer sobre a reforma do IR 🧾🤨 🧵 — ele afirma que a neutralidade fiscal foi princípio absoluto e critica divulgação de números sem fundamentação.

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O choque: técnicos do Senado estimam déficit de R$16,2 bi; Lira diz que a base do governo indicava excesso de arrecadação de R$8–10 bi/ano, o que teria dado margem para ampliar benefícios até R$7.350/mês. Quem está usando as mesmas premissas econométricas?

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Análise crítica: diferenças de projeção costumam vir de premissas — crescimento, emprego, evasão, renúncias fiscais e efeitos comportamentais. Sem transparência nos modelos e simulações fica impossível checar a robustez dos resultados.

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Política importa: Lira reclama de 'tumulto', mas vazamentos e disputas técnicas são instrumentos políticos. Em vez de personalizar, o debate exige auditoria técnica pública e participação de universidades, sociedade civil e sindicatos para legitimar escolhas.

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Neutralidade fiscal como princípio: é tecnicamente atraente, mas pode mascarar ganhos e perdas distributivas. Uma reforma que priorize neutralidade sem avaliar impacto por faixa de renda pode agravar desigualdades ou fragilizar financiamento de serviços públicos.

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Risco fiscal e negociação: se o Senado confirmar ajuste negativo, quem arca com o rombo? Cortes em políticas sociais, aumento de dívida ou revisão de dispositivos — cada caminho tem custo político e social. Transparência evita surpresas e protege direitos trabalhistas e assistência.

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Reflexão final: essa disputa não é só técnica — define quem paga a conta e como se garante equidade. Exigir modelos abertos, diálogo qualificado e foco em justiça tributária não é ideologia, é prerrogativa democrática.

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