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A Prefeitura diz ter equacionado R$ 220 milhões, mas queda de receitas e despesas antigas mantêm o caixa sob pressão. 📊🧵

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Londrina projeta encerrar 2026 com déficit de R$ 205 milhões, mesmo após afirmar que equacionou R$ 220 milhões do rombo de R$ 300 milhões herdado em 2025. O Plano de Contenção Fiscal promete ajuste sem paralisar serviços. Mas a conta fecha? 📊🧵

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Segundo a Prefeitura, o aperto veio de dois lados: despesas assumidas antes de 2025 sem previsão orçamentária e uma redução estimada de R$ 124 milhões em repasses de IPVA, Fundeb e Imposto de Renda.

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O município informa economia de R$ 40 milhões em 2026 com revisão de contratos, horas extras, férias, frota e imóveis alugados. São medidas clássicas de contenção — mas economizar não equivale, por si só, a corrigir um déficit estrutural.

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O ponto mais sensível é o critério dos cortes. A gestão diz que não haverá contingenciamento linear: contratos e operações serão avaliados caso a caso. Isso pode evitar desperdícios, mas exige transparência para que áreas essenciais não paguem a maior parte do ajuste.

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Transporte coletivo e repasses à Caapsml aparecem entre as pressões herdadas. São despesas difíceis de adiar: afetam mobilidade, trabalhadores e atendimento público. O desafio é renegociar obrigações sem transferir o custo para quem mais depende desses serviços.

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A estratégia também inclui Regulariza Londrina, recadastramento de imóveis, cobrança de dívidas e auditoria de ISS. Melhorar arrecadação é necessário — e a equidade importa: combater inadimplência e distorções deve pesar mais sobre grandes devedores do que sobre famílias vulneráveis.

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A pergunta central não é apenas “quanto cortar”, mas como reconstruir previsibilidade. Sem orçamento realista, controle social dos contratos e fontes estáveis de receita, o ajuste vira uma sequência anual de remendos. R$ 205 milhões é um alerta para o planejamento da cidade.

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