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Resumo em 10 segundos

🔬 Com 1,7 mil participantes, Londrina teve a 2ª maior edição do Pint of Science do mundo em 2026. Ciência em bares pode parecer simples, mas muda quem consegue acessar o conhecimento.

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Londrina teve a 2ª maior edição do Pint of Science do mundo em 2026 — atrás apenas de Londres, onde o festival nasceu. 🔬🍺 Foram mais de 1,7 mil pessoas em três noites de ciência fora dos muros da universidade. 🧵

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O tamanho da operação ajuda a explicar o resultado: 18 bares, restaurantes e cafés; 87 palestrantes; 210 voluntários. A UEL transformou espaços cotidianos em pontos de debate científico — sem exigir laboratório, credencial ou linguagem inacessível.

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Mas o dado mais interessante não é o ranking. É o modelo: levar pesquisadores a locais onde as pessoas já convivem. Divulgação científica não deveria ser um “extra” da universidade; ela é parte do compromisso público de quem produz conhecimento.

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Os temas também escaparam da ciência de vitrine: direitos humanos, acessibilidade, misoginia, desigualdade de gênero, segurança digital, crimes nas redes e biotecnologia na produção de cerveja. Ciência é método para entender problemas reais, não apenas uma coleção de curiosidades.

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Há uma pergunta crítica: um festival anual consegue compensar a distância estrutural entre pesquisa e população? Não sozinho. Eventos ampliam portas de entrada, mas precisam caminhar com educação científica nas escolas, financiamento estável e comunicação acessível o ano inteiro.

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A participação de 1,7 mil pessoas é expressiva, mas também revela o potencial ainda não alcançado numa cidade inteira. Quem ficou de fora por horário, renda, transporte, deficiência ou falta de informação? Medir alcance também é pensar em inclusão.

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O festival movimenta cafés e restaurantes e pode fortalecer o turismo local — mas seu valor central é outro: tornar a ciência mais próxima e contestável pelo público. Quando o conhecimento circula, ele deixa de parecer propriedade de poucos.

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Londrina, a “pequena Londres”, ficou atrás só da original. O desafio agora é mais ambicioso que subir no ranking: fazer dessa mobilização uma cultura permanente, em que ciência seja conversa pública, direito coletivo e ferramenta para decisões melhores.

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