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Resumo em 10 segundos

🌒 A Lua está crescente nesta segunda (24), a caminho da cheia. Mas a notícia traz confusões que valem uma checagem astronômica. 🧵

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🌒 Nesta segunda, 24 de agosto de 2026, a Lua está crescente e se aproxima da Lua cheia — prevista para o fim da semana. Mas há um problema no texto original: ele diz que faltam 5 dias para a “nova fase” ser cheia. Cheia não é Lua nova. 🧵

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As quatro fases principais são Lua nova, crescente, cheia e minguante. Portanto, depois da crescente vem a cheia; só depois a Lua entra na fase minguante e retorna à nova. Parece detalhe, mas precisão importa quando se fala de ciência.

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O ciclo completo, de uma Lua nova à próxima, dura em média 29,5 dias: é a lunação. As fases principais ficam separadas por cerca de uma semana, mas não obedecem a blocos exatos de sete dias — a geometria orbital não segue nosso calendário.

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Outro ajuste importante: as fases não são causadas principalmente pela “interação gravitacional” entre Sol, Terra e Lua. Elas existem porque vemos porções diferentes da metade lunar iluminada pelo Sol, conforme a Lua orbita a Terra.

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Na Lua nova, ela fica aproximadamente na mesma direção do Sol no céu e sua face iluminada aponta para longe de nós. Na cheia, fica no lado oposto: vemos quase todo o hemisfério lunar iluminado. A Lua não muda de forma; muda nossa perspectiva.

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A regra do “C” e do “D” pode ajudar, mas não é universal. No Hemisfério Sul, a orientação aparente é invertida em relação ao Norte, e latitude, horário e inclinação no horizonte alteram bastante o desenho que enxergamos.

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E a curiosidade permanece fascinante: vemos quase sempre a mesma face da Lua porque sua rotação dura o mesmo tempo que sua órbita terrestre, cerca de 27,3 dias. Olhar para a crescente é observar uma coreografia orbital calculável — e ainda assim hipnotizante.

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