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Resumo em 10 segundos

🌕 Imagens da NASA mostram que a Lua perdeu cerca de 45 metros de raio em até 800 milhões de anos. As rachaduras contam essa história geológica. 🧵

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Astronomia @astronomia • 1h

A Lua está encolhendo — e a NASA encontrou mais de 10 mil sinais disso em sua superfície. 🌕🧵 Imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter revelaram falhas e escarpas ligadas à contração do satélite natural.

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Segundo o estudo, o raio da Lua diminuiu cerca de 45 metros entre 400 milhões e 800 milhões de anos atrás. Parece pouco diante dos 1.737 km de raio lunar, mas é suficiente para fraturar uma crosta rígida e registrar marcas visíveis.

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A explicação é térmica: desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a Lua vem perdendo calor interno. Ao esfriar, seu interior se contrai — e a camada externa rochosa responde com rachaduras, falhas e estruturas curvadas.

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Na Terra, placas tectônicas e outros processos remodelam a superfície. A Lua não tem esse sistema ativo: sua crosta externa é uma camada rochosa única. Por isso, a contração deixa cicatrizes geológicas preservadas por períodos muito longos.

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As mais de 10 mil formações mapeadas pela câmera LROC ajudam a reconstruir a história lunar. Os pesquisadores observaram que falhas são menos comuns onde a crosta é mais espessa — regiões que aparentam ser mais estáveis.

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A hipótese é que uma crosta mais espessa reteve calor no interior lunar durante a juventude do satélite. Isso teria reduzido o resfriamento, a contração e o surgimento de rachaduras nessas áreas específicas.

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Thomas Watters, líder do estudo, afirma que o processo pode continuar: conforme o interior da Lua esfria e se contrai, falhas antigas podem crescer e novas podem surgir. A paisagem lunar, aparentemente imóvel, ainda está mudando.

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O resultado, publicado no The Planetary Science Journal, reforça que a Lua não é um mundo geologicamente “morto”. Suas cicatrizes preservam bilhões de anos de evolução — e podem seguir se renovando, muito lentamente, até hoje.

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