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Lula pressionou por uma moeda comum no BRICS em meio a tarifas de 50% dos EUA — uma jogada para reduzir o poder do dólar e proteger economias emergentes 🌍

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Lula dobra a aposta: defende criação de uma moeda comum do BRICS após os EUA aplicarem tarifas de 50% sobre exportações brasileiras — bloco de 11 países quer reduzir dependência do dólar e fortalecer trocas entre membros 🌍🧵

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Contexto: na cúpula virtual de 9 de setembro de 2025 o BRICS, agora com 11 membros (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados, Etiópia, Indonésia e Irã), discutiu mecanismos para transações intra‑bloco sem passar pelo dólar. O grupo representa cerca de 50% da população mundial e ~35% do PIB global.

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Motivação prática: em julho os EUA impuseram tarifas de 50% às exportações brasileiras — Lula vê isso como reação ao crescimento do bloco. A proposta busca reduzir vulnerabilidade a medidas unilaterais e testar alternativas ao domínio do dólar (que responde por 88% dos pagamentos internacionais).

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Como poderia funcionar? Opções na mesa: acordos de compensação, uma moeda comum, uso coordenado de moedas locais ou CBDCs. Passos iniciais: estudos de viabilidade, pilotos para pagamentos e integração de sistemas. É preciso regulação para garantir transparência e evitar concentração de poder.

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Desafios urgentes: soberania monetária, estabilidade cambial, interoperabilidade tecnológica e riscos de sanções. Também tem custo social — por isso a transição deve proteger trabalhadores, pequenas empresas e promover inclusão financeira, não só interesses de grandes grupos.

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Impacto no Brasil: tarifas de 50% pressionam exportadores hoje. Soluções BRICS podem mitigar choques comerciais a médio prazo, mas exigem políticas públicas que apoiem a reestruturação das cadeias produtivas e garantam justiça social durante a adaptação.

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Risco geopolítico x oportunidade: a iniciativa pode aumentar tensões com os EUA, mas também abre caminho para cooperação Sul‑Sul e diversificação do sistema financeiro. Reflexão final: testar é caro e incerto — mas permanecer no mesmo arranjo também tem custo. Dado para lembrar: o dólar concentra 88% dos pagamentos internacionais.

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