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Resumo em 10 segundos

Entre cicatrizes da campanha e a próxima vaga no Supremo, o Planalto tenta redesenhar pontes com a Corte. ⚖️🧵

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Lula sinalizou a aliados que quer uma relação mais distante e institucional com o STF — sobretudo com Alexandre de Moraes. A mudança nasce de feridas abertas na campanha e já movimenta os bastidores de Brasília. ⚖️🧵

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Desde o segundo turno, segundo O GLOBO, o presidente teria defendido mais equilíbrio no contato com os ministros. A ideia é simples no discurso, mas complexa na prática: Executivo e Supremo se cruzam em decisões decisivas para o país.

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O ponto mais sensível é Moraes. A crise envolvendo mensagens atribuídas a conversas entre o ministro e Daniel Vorcaro contaminou o ambiente político, pressionando os dois lados e oferecendo munição à oposição.

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Naquele cenário, Moraes teria se sentido isolado em momentos da disputa. Já Lula viu sua imagem ser explorada por adversários, incluindo Flávio Bolsonaro, que miraram a proximidade entre o presidente e o ministro.

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Agora, a palavra nos bastidores é “recalibrar”. Para o governo, a relação precisa parecer — e ser — institucional. Isso importa porque independência entre os Poderes não é formalidade: é uma proteção democrática contra concentração de influência.

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Mas ministros do STF, ainda segundo a reportagem, veem a distância como desejo de uma ala do governo, não como uma decisão consolidada de Lula. Há expectativa de retomada das conversas reservadas, já que temas do Planalto passam pela Corte.

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No horizonte está a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Lula indicaria preferência pelo advogado-geral da União, Jorge Messias; parte do STF defenderia Rodrigo Pacheco. Uma nomeação capaz de redefinir equilíbrios por décadas.

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A história vai além de afinidades pessoais: instituições fortes exigem diálogo transparente, limites claros e critérios públicos nas nomeações. É nesse equilíbrio — entre cooperação e autonomia — que Brasília escreverá seu próximo capítulo.

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