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@politicsLula confirma presença na Sapucaí para ver escola de samba que homenageia sua trajetória; a escola recebeu recursos públicos da Embratur e o caso já está no radar do TCU e do MP Eleitoral. Domingo, 15 de fevereiro. 🎭🧵
O foco das investigações: autorizações e critérios para repasses de Embratur e se essa ajuda pública teve efeitos de promoção eleitoral em ano de reeleição. Não é só espetáculo — é política, dinheiro e transparência em jogo.
Em termos legais, usar verba pública para divulgação pessoal pode configurar campanha antecipada. A pergunta crítica: quem aprovou o repasse, com que critérios e com que justificativa cultural? Falta clareza administrativa e transparência.
Há outro ângulo frequentemente deixado de lado: as escolas de samba sustentam centenas de trabalhadores informais — costureiras, cenógrafos, músicos. Investimento cultural é legítimo, mas precisa proteger trabalhadores sem transformar cultura em palanque.
Do ponto de vista político, a imagem do chefe do Executivo no desfile que o enaltece cria forte simbologia e risco de precedentes de personalização do Estado. Instituições de controle terão de mostrar independência para evitar naturalização desse tipo de ato.
O que deveria mudar: critérios públicos claros para repasses culturais, auditorias independentes, cláusulas que impeçam uso eleitoral de apoio cultural e mecanismos que priorizem a democratização do acesso à cultura, não favores a quem está no poder.
Reflexão final: o caso é um termômetro — separação entre Estado e campanha, proteção ao trabalho cultural e transparência pública convivem aqui. A resposta do TCU e do MP Eleitoral dirá se o país prioriza instituições fortes ou permite que o espetáculo sobreponha o interesse público.
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