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Em Belém, Lula colocou os aliados diante de um dilema: manter três candidaturas ou unir forças para não dividir votos na disputa pelo Senado. 🗳️

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Lula levou um recado direto a Belém: três candidaturas aliadas ao Senado podem virar uma vantagem para a oposição. 🗳️🧵 O presidente defendeu que PT e parceiros decidam, em poucos dias, quem deve sair da corrida no Pará.

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No palco estavam Helder Barbalho (MDB), Chicão (União Brasil) e Celso Sabino (PDT). Mas, nos bastidores, a conta eleitoral pesa: Sabino aparece com a menor intenção de voto nas pesquisas e é o nome mais pressionado a desistir.

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A lógica é conhecida como “voto útil”: concentrar apoios em dois nomes com mais chance de vitória, evitando que a divisão do campo governista abra espaço para uma candidatura de oposição conquistar uma das vagas.

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Lula foi explícito sobre o motivo. Para ele, um senador oposicionista pode dificultar a agenda do governo em Brasília. A declaração expõe como o Senado — onde cada estado tem o mesmo peso — é decisivo para aprovar ou travar políticas nacionais.

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Helder tentou baixar a temperatura. Disse que os três não são inimigos e alertou que brigas entre aliados podem “entregar” uma vaga. É o drama clássico das coalizões: cada partido quer crescer, mas todos dependem de uma estratégia comum.

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No mesmo ato, Lula voltou a falar em acabar com o orçamento secreto e promover reformas política e do Judiciário. O embate no Pará, portanto, não é só por uma cadeira: é sobre que maioria o próximo governo terá para transformar promessas em políticas públicas.

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