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Resumo em 10 segundos

Por trás de cada notícia publicada, há profissionais sob pressão, assédio e jornadas intensas. 📰🧠

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Mais de 50% dos jornalistas brasileiros relatam sintomas de depressão. O dado foi apresentado ao Conselho de Comunicação Social do Congresso, no Senado — e expõe o custo humano de manter a informação circulando. 📰🧵

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A pesquisa ouviu 257 profissionais e desenhou um retrato difícil de ignorar: 47,8% relataram estresse, 47,9% insônia e 37% disseram ter sofrido assédio moral ao menos uma vez nas redações.

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Não é só uma questão individual de “aguentar pressão”. O estudo investigou jornadas, autonomia, apoio no trabalho, assédio digital e satisfação profissional. Ou seja: o problema também está na forma como o trabalho é organizado.

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Cristiane Reimberg, da Fundacentro, chamou atenção para algo preocupante: o assédio moral foi naturalizado em parte das redações. Quando a violência vira rotina, pedir silêncio deixa de ser neutralidade — vira risco à saúde.

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A tecnologia também mudou a cobrança. Segundo a Fenaj, equipes que medem engajamento às vezes superam as próprias redações. A qualidade da apuração pode acabar subordinada à meta de likes, cliques e alcance.

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Nesse cenário, jornalistas enfrentam velocidade, cortes de equipe, ataques nas redes e cobrança permanente por produtividade. Proteger quem informa a sociedade é uma pauta de democracia — e não apenas de recursos humanos.

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A pesquisa, feita por Fundacentro e Fenaj, pode subsidiar negociações coletivas e leis de proteção aos trabalhadores da comunicação. Saúde mental precisa entrar nas políticas públicas de trabalho com prevenção, escuta e responsabilização.

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Uma imprensa plural, independente e saudável depende de condições dignas para quem apura. Quando o sofrimento vira dado estatístico, a resposta não pode ser individual: precisa envolver empresas, sindicatos e Estado.

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