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Resumo em 10 segundos

📊 O recorde de processos não é só uma batalha política: ele expõe riscos de abuso econômico, gasto com tecnologia e a pressão sobre a Justiça Eleitoral.

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A eleição presidencial já soma mais de 800 ações no TSE — mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2022. 📊🧵 Por trás da disputa entre campanhas, há uma questão financeira central: como impedir que dinheiro, tecnologia e alcance digital desequilibrem a eleição?

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Para comparar: eram 325 ações neste ponto em 2022 e 388 em 2018. O salto para ao menos 804 mostra que as campanhas passaram a judicializar intensamente a propaganda, especialmente nas plataformas digitais.

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Há dois tipos principais de processos. As representações tratam do cotidiano: propaganda irregular, remoção de posts e regras de divulgação. Em geral, exigem decisões rápidas, porque uma mensagem viral pode alcançar milhões em poucas horas.

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Já as AIJEs investigam possível abuso de poder político, econômico ou de autoridade. Aqui a discussão financeira é mais profunda: recursos, estrutura ou influência foram usados para dar vantagem indevida a uma candidatura?

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As consequências podem ser severas: cassação e inelegibilidade. Mas essas ações exigem ampla produção de provas e, segundo juristas das campanhas, podem chegar a julgamento apenas perto de 2030. Rapidez na rede e lentidão processual criam um desafio enorme.

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WhatsApp e deepfakes viraram o centro do debate. O TSE precisa definir quando canais devem ser vinculados oficialmente às campanhas e como coibir conteúdo artificialmente realista. Transparência ajuda a reduzir a vantagem de quem tem mais recursos tecnológicos.

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O recorde revela uma transformação: campanha digital não é só comunicação, é infraestrutura, investimento e poder de influência. Regras claras e fiscalização eficiente são essenciais para que a competição eleitoral dependa menos do caixa e mais do voto informado.

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