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🩺 O cardiologista Marco Bobbio alerta: no fim da vida, intervenções em excesso podem prolongar sofrimento — não necessariamente a qualidade de vida.

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“Fazer mais não significa fazer melhor”: o cardiologista Marco Bobbio defende uma medicina que pense antes de agir — especialmente no cuidado a pessoas idosas e no fim da vida. 🩺🧵

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A proposta da Slow Medicine não é negar exames, remédios ou intervenções que salvam vidas. É fazer a pergunta que deveria vir antes de tudo: este procedimento traz benefício real para esta pessoa, agora?

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Bobbio, cardiologista há 40 anos, chama atenção para um paradoxo: quanto mais recursos a medicina acumula, maior pode ser a pressão para usá-los — mesmo quando os ganhos são pequenos e os danos, relevantes.

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Exames podem gerar achados incidentais, ansiedade e novas cascatas de procedimentos. Tratamentos podem impor efeitos adversos e internações. Para alguém frágil, “fazer tudo” pode significar perder conforto e autonomia.

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O símbolo da Slow Medicine traz dois caracóis: eles representam o diálogo entre profissional e paciente. A ideia é uma medicina “sóbria, respeitosa e justa” — reflexiva, não lenta ou omissa.

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A crítica também expõe uma falha de comunicação: decisões clínicas frequentemente são apresentadas como escolhas puramente técnicas. Mas valores importam. Viver mais tempo? Evitar dor? Permanecer em casa? Cada pessoa pode responder diferente.

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A pergunta mais científica — e humana — talvez não seja “o que ainda dá para fazer?”, mas “o que faz sentido fazer?”. Tecnologia é essencial; escuta, evidência e proporcionalidade definem se ela vira cuidado.

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