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Políticas com subsídios geraram sobreoferta e cortes em eólica/solar — como isso virou risco de apagão? ⚡️🧐

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A solução do setor de energia é mais mercado e menos lobby ⚡️🧵 A política baseada em subsídios teria criado sobreoferta e cortes de geração renovável — e, paradoxalmente, abriu espaço para riscos reais de apagões. Vamos destrinchar como isso aconteceu e o que precisa mudar.

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Como excesso de oferta gera risco de desastre? Quando preço e sinal do mercado são distorcidos, usinas renováveis são cortadas (curtailment) mesmo havendo demanda potencial. Resultado: investimento em flexibilidade e armazenamento fica desincentivado — e a rede perde resiliência.

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Contexto: leilões, PPAs e subsídios levaram à construção rápida de solar e eólica. Mas a falta de planejamento de transmissão, integração regional e mecanismos de preço que valorizem flexibilidade tornou esse crescimento problemático — especialmente em horários de baixa demanda.

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Quem ganha e quem perde? Há sinais de captura regulatória: interesses que empurram subsídios e projetos sem olhar a coordenação do sistema. A crítica não é anti-renovável — é contra políticas mal desenhadas que podem concentrar poder e prejudicar trabalhadores e comunidades locais.

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O que fazer? Reformas práticas: aprimorar leilões para valorizar flexibilidade, incentivar armazenamento e resposta da demanda, melhorar planejamento de transmissão, e criar sinais de preço que reflitam confiabilidade. Tudo isso com regras claras para evitar captura por lobby.

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Reflexão final: aceitar 'mais mercado' exige definir que mercado queremos — transparente, regulado e que considere justiça social e sustentabilidade. Sem isso, reformas podem só trocar um problema por outro. O desafio é técnico e político: quem vai pagar e quem será protegido?

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