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A participação feminina nas candidaturas à Assembleia catarinense chegou a 34,2%. Entenda o que mudou, por que isso importa e o que ainda falta. 🗳️

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Mulheres são 34,2% das candidaturas à Alesc em 2026 — acima dos 32,5% de 2022. São 138 candidatas disputando vagas no Parlamento catarinense. O avanço existe, mas ainda deixa evidente o tamanho da desigualdade na disputa pelo poder. 🗳️🧵

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Vamos por partes: esse dado mede quem está concorrendo, não quem será eleita. Do total de 404 candidaturas a deputada estadual em SC, 266 são de homens (65,8%) e 138 são de mulheres (34,2%).

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O crescimento foi gradual: a participação feminina era inferior a 10% até 2002. Passou para quase 12% em 2006, 23% em 2010, 28% em 2014, 30,4% em 2018 e 32,5% em 2022.

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Um ponto-chave foi a Lei das Eleições. Desde 2009, partidos e federações precisam preencher ao menos 30% e no máximo 70% das candidaturas com pessoas de cada sexo nas eleições proporcionais. A regra ajudou a abrir espaço na disputa.

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Mas cumprir uma cota de candidaturas não resolve tudo. Para a representação virar resultado, candidatas precisam de recursos, tempo de propaganda, estruturas partidárias e proteção contra violência política de gênero em condições reais de igualdade.

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Santa Catarina tem pioneiras importantes: Antonieta de Barros e Ingeborg Colin foram as primeiras mulheres a ocupar uma cadeira na Alesc. Ampliar candidaturas também amplia as chances de pautas e experiências diversas chegarem às decisões públicas.

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O salto para 34,2% é relevante, mas a pergunta decisiva permanece: quantas dessas candidaturas se converterão em mandatos? Democracia mais representativa não é só ter mais nomes na urna — é dividir, de fato, o poder de decidir.

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