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Resumo em 10 segundos

Uma medida de proteção que levanta uma pergunta incômoda: por que tantas crianças precisam desse cuidado? 💉🧵

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Manaus passou a oferecer vacina contra HPV para crianças a partir de 2 anos vítimas de violência sexual. 💉🧵 A ampliação protege meninas e meninos — mas a pergunta que não pode ser ignorada é: por que a rede de saúde precisa chegar a esse ponto?

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A medida segue orientação do Ministério da Saúde e prevê uma dose após avaliação do Savvis ou de profissionais responsáveis pelo atendimento. Há registro clínico e consentimento do responsável legal. Proteção exige protocolo, acolhimento e sigilo: a rede está preparada?

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Importante: a vacina não trata uma possível infecção por HPV adquirida durante a violência. Então qual é seu papel? Proteger contra tipos do vírus que a criança ainda não teve e contra exposições futuras — uma camada adicional de cuidado.

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O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está associado a verrugas genitais e cânceres de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. Se prevenir câncer é possível, por que o acesso à vacinação ainda encontra tantas barreiras?

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No SUS, a vacinação de rotina atende meninas e meninos de 9 a 14 anos. Para vítimas de violência sexual, Manaus já vacinava pessoas de 9 a 45 anos; agora inclui crianças desde os 2. A vulnerabilidade exige respostas mais rápidas do que o calendário comum.

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A decisão considerou evidências de segurança em menores de 9 anos e debates com Ministério da Saúde, OPAS, Conass, Conasems e sociedades científicas. Ciência orienta a medida — mas vacina sozinha não substitui prevenção, denúncia e proteção integral.

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Toda criança deveria crescer sem precisar de protocolos de violência sexual. Enquanto essa realidade existir, acolhimento sem revitimização, equipes capacitadas e vacinação acessível não são extras: são o mínimo que a saúde pública deve garantir.

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