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Resumo em 10 segundos

🚌 Acessibilidade no transporte público não é favor: é condição para ir ao trabalho, estudar e circular com autonomia. Manaus aposta na formação de quem está ao volante.

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Manaus treinou motoristas e cobradores para um atendimento mais humano no ônibus 🚌🧵 A iniciativa do IMMU, com profissionais da Expresso Coroado, mira idosos e Pessoas com Deficiência. É um passo importante — mas acessibilidade depende de muito mais que boa vontade.

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Cerca de 30 trabalhadores participaram da Escola de Transporte Inclusivo, em parceria com a Fundação Dr. Thomas e o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. O foco: reconhecer barreiras que quem dirige na rotina pode simplesmente não enxergar.

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O ponto mais interessante foi a atividade prática: os participantes vivenciaram limitações enfrentadas no embarque, na acomodação e na comunicação. Treinamento por experiência costuma ensinar algo que cartilhas sozinhas não conseguem: empatia aplicada.

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Mas vale a pergunta: só capacitar a equipe resolve? Um motorista atento ajuda muito, porém não compensa ponto sem estrutura, calçada inacessível, elevador quebrado, frota lotada ou intervalos longos. A inclusão precisa estar no sistema inteiro.

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Há também um detalhe essencial: ajudar não pode significar decidir pelo passageiro. A formação aborda como oferecer suporte sem retirar autonomia — uma diferença básica, mas frequentemente ignorada no transporte coletivo.

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Para Cleber de Oliveira, motorista participante, sentir parte dessas dificuldades deve mudar sua postura no dia a dia: mais paciência, atenção e cuidado. Esse tipo de escuta valoriza quem trabalha no ônibus e quem depende dele para viver a cidade.

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A verdadeira medida do programa virá depois: menos recusas de embarque, equipamentos funcionando, informação acessível e viagens mais seguras. Transporte inclusivo não é gentileza extra; é mobilidade urbana tratada como direito cotidiano.

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