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Resumo em 10 segundos

A capital amazônica entra em estudo com Ufam e MIT para entender ilhas de calor e transformar dados em cidades mais habitáveis. 🌡️🏙️

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Manaus será laboratório de uma pesquisa internacional sobre calor urbano em cidades tropicais 🌡️🏙️ Ufam, MIT e Implurb vão monitorar a capital para entender como a própria cidade amplifica o calor — e como reduzir esse impacto. 🧵

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O foco são as chamadas ilhas de calor: áreas onde asfalto, concreto, pouca arborização e formas de ocupação retêm mais energia térmica que os arredores. Não é só sensação de abafamento; é um fenômeno mensurável, com efeitos reais na saúde.

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A pesquisa vai cruzar indicadores do ambiente construído em escala predial e urbana: temperatura, materiais, desenho dos edifícios e características dos bairros. Um edifício no Parque Mosaico, no Tarumã, será um dos pontos de coleta.

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A questão crítica é que “calor médio” não conta toda a história. Dois bairros na mesma cidade podem oferecer exposições térmicas radicalmente diferentes. Quem mora, trabalha ou espera transporte em áreas sem sombra costuma carregar a maior parte do risco.

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A investigação é conduzida por Sylvia Jiménez Riofrío, doutoranda do MIT e especialista em conforto térmico, sustentabilidade urbana e saúde ambiental, com apoio do Fulbright. A parceria com a Ufam é decisiva: ciência sobre a Amazônia precisa de conhecimento produzido na Amazônia.

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Dados, porém, não resfriam ruas por si só. O teste será convertê-los em decisões: mais arborização e sombra, materiais menos absorventes, ventilação nos edifícios, proteção em espaços públicos e regras urbanísticas que considerem o clima tropical.

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Manaus pode se tornar referência para outras metrópoles tropicais. Mas a medida do sucesso não será apenas publicar modelos: será saber se uma criança, uma pessoa idosa ou um trabalhador exposto ao sol sentirá menos calor no cotidiano. Essa é a ciência que importa.

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