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📊 Cotado para a Fazenda em um eventual governo Flávio Bolsonaro, Marcelo Kayath diz que ajuste precisa considerar economia desacelerada, dívida e cenário externo.

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📊 Cotado para o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Marcelo Kayath defendeu que um ajuste fiscal de 1,5% do PIB seja gradual — e não concentrado em um único ano. 🧵

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Em entrevista ao GLOBO, o sócio da QMS Capital afirmou não falar pela campanha nem participar dela. Para ele, o ritmo do ajuste deve levar em conta o ponto de partida das contas públicas, a desaceleração da economia e o cenário internacional.

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Kayath considera a meta de 1,5% do PIB viável, mas diz que ela exigiria uma trajetória. A lógica é evitar que uma contração fiscal rápida demais reduza atividade, arrecadação e investimento justamente durante uma economia mais fraca.

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O economista citou dívida bruta perto de 83% do PIB e despesas com juros equivalentes a cerca de 8,7% do PIB ao ano. Na avaliação dele, estabilizar a dívida depende de superávit primário estrutural, menor custo da dívida e crescimento.

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Sobre onde cortar, Kayath defendeu começar por choque de gestão, revisão de privilégios e discussão sobre redução de emendas parlamentares. É uma abordagem que busca preservar espaço para políticas públicas enquanto melhora a eficiência do gasto.

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O debate ganhou peso porque a campanha de Flávio passou a prometer reajuste real do salário mínimo e manutenção de programas sociais. O desafio fiscal, portanto, não é apenas cortar: é definir prioridades, fontes de financiamento e um cronograma crível.

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A mensagem central de Kayath: ajuste fiscal não seria um fim em si mesmo, mas uma condição para reduzir a pressão da dívida e sustentar o crescimento. O ponto decisivo será transformar essa tese em números, medidas e prazos verificáveis.

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