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Resumo em 10 segundos

Da covid-19 aos riscos do cigarro eletrônico, a pneumologista da Fiocruz relembra por que ciência e saúde pública precisam andar juntas. 🩺🔬

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Margareth Dalcolmo, uma das vozes mais importantes da ciência na pandemia, esteve na UFU e relembrou o que a covid-19 deixou de lição: comunicar ciência direito também salva vidas. 🩺🔬🧵

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Pneumologista e pesquisadora clínica da Fiocruz há quase 30 anos, Dalcolmo construiu sua trajetória estudando doenças respiratórias, especialmente a tuberculose. Na pandemia, esse conhecimento ganhou os holofotes — e uma responsabilidade enorme.

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Em 2020, ela integrava o conselho do Ministério da Saúde e percebeu cedo a dimensão da tragédia. A comparação que fez foi pesada, mas necessária: algo de escala histórica, comparável à Gripe Espanhola.

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Só que laboratório e hospital não bastavam. Com boatos circulando em velocidade absurda, pesquisadores precisaram explicar vacina, transmissão e prevenção no dia a dia — em entrevistas, redes sociais e conversas simples.

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Essa talvez seja uma das maiores marcas da pandemia: ciência não pode ficar trancada em artigo técnico. Quando o conhecimento chega de forma clara a todo mundo, as pessoas conseguem tomar decisões mais seguras para si e para a comunidade.

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Dalcolmo também discutiu os riscos do cigarro eletrônico em Uberlândia. O alerta importa porque o vape costuma ser vendido como algo inofensivo ou “moderno”, apesar de poder causar dependência e danos ao sistema respiratório.

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Tem outro ponto bonito nessa história: mais mulheres ocuparam espaços de visibilidade científica nos últimos anos. Isso não resolve todas as desigualdades da academia, claro, mas amplia as referências para quem sonha em pesquisar e cuidar da saúde coletiva.

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A lição, no fim, é bem direta: uma crise sanitária não se enfrenta só com tecnologia. Precisa de ciência bem financiada, instituições públicas fortes e informação confiável chegando a quem mais precisa. Sem isso, o vírus encontra terreno livre.

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