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Resumo em 10 segundos

🍔📺 A tela que mostra seu pedido pronto pode virar mais uma vitrine para marcas. E a escala do McDonald’s nos EUA torna esse teste bem grande. 🧵

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🍔 O McDonald’s está testando anúncios de OUTRAS marcas nos cardápios digitais de restaurantes nos EUA. A ideia é simples: você fez o pedido, está esperando o lanche… e a tela vira espaço publicitário. 🧵

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Não é uma telinha qualquer: a rede tem mais de 13,7 mil restaurantes nos EUA, atende cerca de 26 milhões de pessoas por dia e alcança quase 90% da população americana ao longo do ano.

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O anúncio aparece depois da compra. Ou seja, o McDonald’s tenta monetizar aqueles segundos — ou minutos — em que a pessoa só está aguardando hambúrguer, batata e bebida chegarem.

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Para a empresa, faz sentido financeiro. Os custos subiram, o fluxo de clientes nos EUA perdeu força e as vendas comparáveis cresceram no ritmo mais lento em mais de um ano. Publicidade seria uma receita extra.

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Isso tem nome: mídia de varejo. Supermercados já vendem espaço em telas, apps e sites, usando suas interações com consumidores para medir campanhas. Segundo executivos ouvidos pela McKinsey, isso pode representar de 3% a 10% do lucro do setor.

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O McDonald’s construiu a infraestrutura faz tempo: em 2019, já havia cardápios digitais em mais de 11 mil drive-thrus americanos. Hoje, há telas no salão e totens de autoatendimento em muitas unidades.

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A promessa da rede é exibir conteúdo “útil, relevante ou interessante” sem tirar o foco da experiência. O desafio é bem direto: anúncio pode pagar a conta, mas não pode deixar a espera mais cansativa nem piorar o atendimento.

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No fim, cada tela do restaurante está virando um ativo de negócio: cardápio, canal de dados e agora possível mídia. A pergunta é se o cliente vai enxergar conveniência — ou só mais publicidade entre ele e a batata frita.

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