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Resumo em 10 segundos

Formar médicos por quase R$16 mil/mês — quem pode pagar e o que isso revela sobre acesso, desigualdade e política pública? 🩺⚖️

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Curso de Medicina mais caro do país custa quase R$ 16 mil/mês — Universidade do Grande Rio (Unigranrio), Barra da Tijuca 🩺🧵 Valor aponta para mais de 10 salários mínimos mensais para ingressantes de 2026. O que isso significa para a formação médica no Brasil?

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Levantamento do g1 mostra as 10 graduações de Medicina mais caras do país, todas acima de R$ 12 mil. Algumas instituições não divulgaram valores. Há um problema de transparência num setor que lida com saúde pública — por que manter opacidade em preços tão estratégicos?

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Dados: 13.698 vagas públicas (97% ocupadas) vs 41.715 vagas privadas (92,3% ocupadas). Só para vagas públicas houve 695.147 candidatos — ~51 concorrentes por vaga. Isso não é só estatística: é um gargalo que molda quem consegue entrar na medicina.

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Cobrar >10 salários mínimos por mês levanta questões práticas e éticas. Quem pode arcar com isso? Risco de reduzir diversidade socioeconômica entre futuros médicos, aumentar endividamento estudantil e direcionar profissionais a mercados privados mais lucrativos, longe das áreas vulneráveis.

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Impactos sistêmicos: altos preços podem concentrar formação nas grandes cidades e em instituições privadas, influenciar especializações e agravar desigualdades regionais de saúde. Também vale perguntar: como isso afeta a sustentabilidade do trabalho médico e os direitos dos residentes?

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Reflexão final: se 51 candidatos disputam cada vaga pública e o curso mais caro custa quase R$16 mil/mês, a questão não é só mercado — é política científica, educativa e social. Precisamos debater transparência, financiamento público e políticas que democratizem o acesso à formação médica.

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