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Mais cursos, mais vagas e estudantes atuando supervisionados no SUS: a formação médica está mudando de mapa. 🩺🇧🇷

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A formação médica no Brasil está mudando de mapa — e o efeito já chega aos serviços de saúde antes da formatura. 🩺🇧🇷 Em Uberlândia, alunos no internato passaram a atuar, supervisionados, em unidades públicas locais e de cidades vizinhas. 🧵

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Não é só sobre abrir mais faculdades. É sobre onde elas estão e como se conectam à rede de saúde. No internato, estudantes acompanham a rotina real do atendimento, aprendem na prática e ajudam a ampliar a escuta e o suporte às equipes.

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Os números mostram o tamanho da virada: o Brasil tinha 143 cursos de Medicina em 2004. Em 2024, já eram 448. As vagas saíram de 13.820 para 48.491, segundo a Demografia Médica 2025.

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A interiorização é o ponto-chave. Quando a formação acontece perto de cidades que antes dependiam de grandes centros, aumentam as chances de criar vínculos com o território — algo importante para distribuir melhor os médicos pelo país.

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Na FAMEU/UNIFATRA, em Uberlândia, o internato já alcança também Monte Carmelo (MG) e Catalão (GO). Tudo com supervisão de profissionais formados: aluno não substitui equipe, mas pode reforçar o cuidado e aprender com a população.

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Tem um desafio enorme aí: expandir sem baixar a qualidade. Mais vagas precisam vir junto de bons campos de prática, docentes preparados, preceptoria valorizada e estrutura no SUS. Diploma em massa, sem formação sólida, não resolve.

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Com a população envelhecendo, a demanda por cuidado só tende a crescer. O mapa da Medicina pode ajudar a reduzir distâncias — desde que ensino, serviços públicos e planejamento caminhem juntos. Formar médicos onde eles fazem falta muda muita coisa.

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