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🕯️ Em 21 de agosto, a ONU transforma lembrança em cobrança: como honrar sobreviventes sem reabrir suas feridas?

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🕯️ Em 21 de agosto de 2026, a ONU marca o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas do Terrorismo. Mas lembrar basta quando tantos sobreviventes seguem invisíveis, sem reparação e com traumas que não acabam no dia do ataque? 🧵

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Criada pela resolução 72/165 da Assembleia Geral, em 2017, a data chega à sua 9ª edição com o tema “Cura pela Memória”. A pergunta incômoda é: quem decide quais histórias merecem ser preservadas — e quais são esquecidas?

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Para a ONU, memorializar não é só olhar para trás. É reconhecer dignidade, proteger direitos e criar condições para recuperação de longo prazo. Mas homenagens públicas são realmente centradas nas vítimas ou, às vezes, viram apenas cerimônia institucional?

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O evento virtual reunirá António Guterres, Alexandre Zouev e relatos de vítimas e sobreviventes. Também haverá um Minuto Global de Silêncio. Escutar quem viveu a violência deveria ser o ponto de partida de toda política de prevenção, não um detalhe protocolar.

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Um novo projeto liderado por integrantes da VoTAN vai expor danos online enfrentados por vítimas do terrorismo e propor recomendações às plataformas. Redes sociais protegem sobreviventes de assédio, desinformação e imagens traumáticas — ou lucram com a atenção gerada por elas?

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A ONU defende uma memória respeitosa, informada por traumas e conduzida pelas vítimas. É um princípio simples, mas exigente: prevenir nova violência também passa por não transformar dor alheia em espetáculo. Lembrar com responsabilidade é uma forma concreta de agir.

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