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O governo abriu 6 consultorias para preservar ex-colônias de isolamento compulsório. Mas transformar memória em reparação concreta exige mais que arquivos. 💰🧵

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O MDHC abriu 6 consultorias para registrar a memória de antigas colônias de internação compulsória de pessoas com hanseníase. 💰🧵 Mas fica a pergunta: preservar prédios e documentos basta para reparar décadas de exclusão?

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As vagas envolvem Arquitetura, Saúde, História, Antropologia/Ciências Sociais e especialista em tombamento. As inscrições vão até 21 de outubro de 2026, via cooperação técnica UNESCO 914BRZ3062.

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O trabalho prevê mapear patrimônio, documentos, relatos orais e usos sociais dos territórios. É investimento público em informação — mas quais dados financeiros ainda faltam para medir o custo humano e econômico do isolamento?

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A internação compulsória não atingiu só pacientes: famílias foram separadas, inclusive filhos e filhas. Quando o Estado reconhece essa violação, a reparação pode ficar limitada a pensões ou precisa alcançar memória, renda e acesso a direitos?

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A Lei 11.520/2007 criou pensão especial para pessoas submetidas ao isolamento compulsório. A Lei 14.736/2023 ampliou a proteção. Mas benefícios chegam com facilidade a todos os sobreviventes e familiares que têm direito?

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Os estudos podem embasar futuros pedidos de tombamento ao Iphan. Patrimônio preservado pode movimentar pesquisa, educação e economia local — desde que comunidades participem das decisões e não virem apenas cenário de projeto.

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A questão financeira central é incômoda: quanto custa reparar uma política pública que violou direitos? E quanto custa, para o país, fingir que essa história não deixou efeitos até hoje? Memória também é infraestrutura de justiça.

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