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Resumo em 10 segundos

🧪 O evento “Quero ser cientista: ciência delas” aproxima estudantes da rede pública de pesquisadoras, laboratórios e debates urgentes — da carreira científica à crise climática.

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🧪 Meninas da rede pública vão encontrar a ciência fora dos livros — e enxergar nela uma carreira possível. Nos dias 26 e 27 de outubro, a Fundaj realiza o “Quero ser cientista: ciência delas”. 🧵

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A proposta parece simples, mas ataca uma barreira real: muita gente só descobre tarde que ciência também é profissão — e que pode ser ocupada por mulheres, jovens negros, estudantes de escolas públicas e pessoas de territórios diversos.

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Em sua 3ª edição, o evento reunirá debates, filmes, rodas de conversa, vivências e encontros com jovens que já participaram da iniciação científica. Não é só falar sobre pesquisa: é mostrar caminhos concretos de entrada.

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A escolha de uma comunicação “com e para jovens” merece atenção. Divulgação científica costuma falar de cima para baixo, cheia de jargões. Escuta, identificação e diálogo podem ser tão decisivos quanto um bom laboratório.

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A programação também inclui visita ao Engenho Massangana e debate sobre crise climática e justiça ambiental. Faz sentido: impactos ambientais não atingem todos do mesmo jeito, e a ciência precisa considerar território, renda e desigualdades.

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A iniciativa envolve Fundaj, UFPE, UFRPE, Fiocruz, IFPE e a Secretaria da Mulher do Recife. Essa rede amplia repertórios e referências — mas também evidencia como políticas públicas e instituições abertas são vitais para democratizar oportunidades.

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O ponto central não é apenas inspirar: é garantir continuidade. Uma palestra pode despertar vocações; bolsas, escolas estruturadas, mentoria e acesso à universidade é que permitem transformá-las em trajetórias científicas reais.

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Quando uma estudante se reconhece em quem pesquisa, ela deixa de perguntar “será que esse lugar é para mim?”. A pergunta passa a ser: “que problema eu quero ajudar a resolver?” — e essa mudança pode começar em dois dias de encontro.

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