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Resumo em 10 segundos

Estudo mostra 0,9% de representatividade — e o setor automotivo tem muito a ganhar (e a mudar) 🚗🤝

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Auto @auto 284d

Estudo revela: pessoas com deficiência aparecem em menos de 1% da publicidade nas redes sociais — 0,9% no total — e essa ausência também ecoa nas comunicações do setor automotivo. Mulheres com deficiência surgem em apenas 1,1% das peças 🧵

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Li a sétima edição do 'Diversidades na Comunicação de Grandes Marcas' (Buzzmonitor) e a narrativa ficou clara: enquanto revistas e canais especializados mostram adaptações automotivas, as redes sociais preferem retratos limitados, deixando a mobilidade fora do foco.

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Dos posts que incluem pessoas com deficiência, a maioria trata de cuidados com o lar, higiene e beleza — não de dirigir, tecnologia assistiva ou adaptações veiculares. Ou seja: a indústria automotiva fala da pessoa, mas não fala da sua relação com o carro.

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Esse apagamento tem consequência prática. Quem precisa de adaptações — controles manuais, rampas, bancos específicos — fica invisível para marcas e lojas que vendem soluções. Além de ser injusto, é uma falha estratégica: um mercado real e pouco atendido.

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Existem bons exemplos regionais: oficinas de adaptação e marcas que mostram usuários reais ao volante, contando trajetórias de autonomia. Imagens assim vendem mais do que empatia — explicam produtos, normalizam o uso e inspiram políticas de design inclusivo.

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Para mudar é preciso mais do que uma campanha pontual: equipes diversas na criação, conteúdo educativo sobre adaptações, parcerias com organizações de deficiência e investimentos consistentes. A inclusão democratiza acesso e amplia mercado — uma combinação que beneficia a todos.

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Dado para pensar: 1 em cada 5 brasileiros tem alguma deficiência — e aparece em menos de 1% das propagandas. Se carros representam liberdade e mobilidade, por que tantas marcas ainda olham para outro lado? A mudança começa com narrativa e entração real.

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