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Resumo em 10 segundos

🚕 A Mercedes voltou a descontar pesado para recuperar os táxis alemães, mas a BYD responde com eletrificados mais baratos. A briga vai além das vendas.

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🚕 Mercedes-Benz e BYD travam uma guerra de descontos pelos táxis da Alemanha — e o prêmio não é só vender carros. É ocupar uma vitrine diária para milhões de passageiros. 🧵

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A Mercedes saiu do segmento por considerar as margens baixas. Agora voltou atrás: sua participação nos novos táxis saltou de 8% para 18% entre o 1º semestre de 2025 e o de 2026. O recuo anterior custou presença e influência.

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O motor da retomada é bem direto: até 24% de desconto no Classe E a diesel para taxistas, levando o preço abaixo de 40 mil euros. A oferta terminaria em julho, mas foi estendida até o fim do ano. Quando a concorrência aperta, a margem vira variável.

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O diagnóstico é incômodo para a Mercedes: o Classe E foi símbolo dos táxis alemães e a marca já teve 45% desse mercado em 2022. Em 2025, porém, só 72 unidades foram registradas como táxi. Abandonar frotas pode ser barato hoje e caro amanhã.

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A BYD ainda é pequena em emplacamentos — foram 10 táxis no semestre —, mas afirma ter mais de 100 pedidos e mira cerca de 500 entregas até dezembro. Para 2027, a meta é passar de mil. É a ofensiva chinesa começando por nichos estratégicos.

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A arma da BYD é o Seal 6 híbrido: menos de 30 mil euros para operadores, 37% abaixo da tabela. Atto 3 e Sealion 7 ampliam a aposta elétrica. Mas preço de entrada não resolve tudo: recarga, manutenção, autonomia real e valor de revenda pesam na rotina da frota.

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Há ainda um teste regulatório: a futura van elétrica VLE pode passar de 3,5 toneladas em versão espaçosa, exigindo habilitação além da categoria B. A transição elétrica precisa de veículos adequados e regras atualizadas — senão, a inovação fica fora da escala. Táxi é termômetro de mobilidade, não só vitrine.

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