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Acordo com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein abre portas — mas competitividade não vem só com tarifa menor. 🌍🏭

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O acordo Mercosul-EFTA pode abrir um novo corredor de negócios para o ABC Paulista. 🌍🏭 Acesso a Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein significa mirar mercados pequenos em população, mas gigantes em renda e exigência. 🧵

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A EFTA não é União Europeia: é um bloco de quatro países com forte inserção no comércio global. Seu diferencial está no poder aquisitivo e na demanda por produtos de qualidade, tecnologia, rastreabilidade e sustentabilidade.

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Para o ABC, a oportunidade tem endereço: automotivo, autopeças, química, fármacos, metalurgia, máquinas, tecnologia, logística e serviços empresariais. Setores já instalados na região podem ganhar espaço em cadeias globais de maior valor.

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A lógica do acordo é conhecida: redução gradual de tarifas e mais cooperação econômica podem tornar a exportação brasileira mais competitiva. Mas tarifa menor não resolve gargalos de custo, burocracia, infraestrutura e financiamento à inovação.

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Há um ponto crítico: abrir mercado também abre a porta para concorrentes estrangeiros. Empresas locais terão de disputar clientes com grupos altamente produtivos — e não basta competir reduzindo preço ou comprimindo margens.

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Como destaca Mayra Coan Lago, da Fundação Santo André, inovação e capacidade produtiva serão decisivas. A questão é quem consegue investir nisso: grandes empresas tendem a largar na frente, enquanto pequenas e médias precisam de crédito, apoio técnico e inteligência comercial.

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O potencial de gerar empregos existe, mas não é automático. Se houver qualificação profissional, transferência tecnológica e fornecedores locais integrados, o acordo pode fortalecer a indústria regional. Sem isso, o ganho pode ficar concentrado em poucos elos.

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O verdadeiro teste do Mercosul-EFTA será transformar acesso a mercados sofisticados em capacidade produtiva aqui. Vender mais é importante; desenvolver tecnologia, elevar padrões e distribuir os benefícios dessa expansão é o que define o legado do acordo.

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