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Alemanha pede que a África do Sul esteja no G20 de Miami. A disputa vai além do protocolo: quem pode decidir os rumos da economia mundial? 🌍

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Merz pediu que Trump convide a África do Sul para o G20 em Miami, em dezembro. 🌍🧵 Para o chanceler alemão, não faz sentido discutir o futuro da economia global deixando de fora um membro do grupo e a voz africana na mesa.

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O ponto central é institucional: a África do Sul integra o G20, e a União Africana também é membro. Excluir Pretória não seria só uma escolha diplomática; colocaria em xeque a legitimidade de um fórum criado para coordenar respostas globais.

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Trump havia anunciado que não convidaria a África do Sul após os EUA boicotarem a cúpula de Joanesburgo. A justificativa citada foram alegações de perseguição a fazendeiros brancos — tema altamente contestado e politicamente explorado.

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Merz resumiu a crítica em uma frase: “a África obviamente pertence à mesa”. É também uma questão prática. Dívida, energia, comércio, clima e cadeias de suprimento não serão resolvidos por países ricos conversando entre si.

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Há uma contradição relevante: o G20 quer falar de crescimento e estabilidade, mas exclusões nacionais tendem a aprofundar blocos e desconfiança. Em um sistema econômico interdependente, representação não é gentileza — é condição para acordos funcionarem.

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O chanceler também quer mais peso europeu e comemorou os convites a Espanha, Holanda e Polônia como convidados. A disputa, portanto, é maior: quem define as prioridades do G20 e quais regiões têm influência real sobre suas decisões?

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Na pauta proposta para Miami estão IA, energia acessível e segura, práticas comerciais desleais, dívida pública e investimento. O teste será transformar esses temas em cooperação concreta — sem tratar países em desenvolvimento como espectadores da própria economia mundial.

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