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Resumo em 10 segundos

O gás natural entra numa nova era: não basta produzir — será preciso provar, com dados confiáveis, quanto metano escapa no caminho. 🌍💨

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O metano está deixando de ser apenas um problema ambiental para virar uma condição de negócio no mercado global de gás. 🌍💨 A International Gas Union lançou seu 1º retrato mundial das regras sobre o tema — e o recado é claro: medir bem será tão importante quanto produzir. 🧵

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A história começa com um gás invisível, mas muito potente no aquecimento global. Vazamentos em poços, gasodutos e instalações podem comprometer a promessa de menor impacto climático do gás natural — justamente quando países buscam energia confiável.

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Segundo a IGU, a intensidade média de metano na produção de gás caiu 10% entre 2019 e 2025. O avanço veio de programas de integridade de ativos, metas corporativas e monitoramento mais rigoroso. É progresso, mas ainda insuficiente diante da escala do desafio.

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Agora, cada região escreve sua própria regra: exigências para acessar mercados, controles operacionais internos, impostos, compras com critérios ambientais e sistemas obrigatórios de reporte. O problema? As metodologias nem sempre conversam entre si.

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Para uma empresa que vende gás entre países, isso pode significar provar a mesma informação várias vezes, sob fórmulas e prazos diferentes. A IGU pede reconhecimento mútuo e padrões práticos: transparência sem uma burocracia que paralise fornecedores e contratos.

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A proposta também toca num ponto decisivo: regras e penalidades precisam vir acompanhadas de métodos claros de medição e transição. Dados verificáveis protegem o clima, orientam investimentos e evitam que custos confusos recaiam, no fim, sobre consumidores e trabalhadores.

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Membros da IGU afirmam buscar cortes de ao menos 30% nas emissões de metano e vazamentos próximos de zero até 2030. A nova fronteira do gás não será definida só por reservas ou preço: será definida pela capacidade de enxergar — e reduzir — cada vazamento.

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