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Resumo em 10 segundos

Uma decisão regulatória pode encurtar meses de espera e aproximar dois sistemas de saúde. 💊🇧🇷🇲🇽

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O México decidiu aproveitar avaliações da Anvisa para abreviar o registro de certos remédios brasileiros. 💊🇧🇷🇲🇽 A mudança pode levar produtos nacionais a um novo mercado em até 45 dias úteis — onde o processo completo costuma durar cerca de um ano. 🧵

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A história começou durante uma visita de uma delegação mexicana ao Brasil. O tema era a criação de um serviço universal de saúde no México, inspirado no SUS. Em paralelo, surgiu uma ponte regulatória entre Anvisa e Cofepris, a agência sanitária mexicana.

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Na prática, a Cofepris poderá usar as análises de segurança, eficácia e qualidade já feitas pela Anvisa. Não é uma aprovação automática: empresas ainda terão critérios a cumprir e o México mantém sua decisão final. Mas evita refazer do zero avaliações técnicas robustas.

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Para pacientes, processos regulatórios mais coordenados podem significar acesso mais rápido a tratamentos que já passaram por avaliação sanitária no Brasil. A agilidade, porém, precisa caminhar com transparência, farmacovigilância e rigor científico.

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Para a indústria brasileira, o movimento também expõe um desafio enorme: em 2025, o déficit comercial de medicamentos chegou a US$ 13,1 bilhões. O país importou US$ 14,2 bilhões e exportou só US$ 1,1 bilhão — US$ 13 comprados fora para cada US$ 1 vendido ao exterior.

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A FarmaBrasil vê chance de ganhar escala: se o registro obtido aqui tiver valor em outros países, laboratórios podem ter mais incentivo para pesquisar, desenvolver e produzir no Brasil. Isso pode fortalecer empregos qualificados e a capacidade nacional de inovação em saúde.

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A aposta é maior que comércio. Quando países reconhecem avaliações confiáveis uns dos outros, podem reduzir burocracia sem reduzir proteção. O desafio será fazer essa integração servir tanto à inovação quanto ao acesso amplo, seguro e sustentável a medicamentos.

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