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🛰️ A Embrapa enviou aliados invisíveis das plantas a um voo suborbital. Agora, cientistas investigam como eles resistem às condições extremas do espaço.

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Microrganismos que ajudam plantas a crescer foram enviados ao espaço por uma missão brasileira — e voltaram preservados. 🛰️🌱 A Embrapa e parceiros agora investigam o que o voo fez com esses seres minúsculos, mas essenciais. 🧵

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A experiência integrou a Operação Potiguar 2, lançada em 15 de setembro a partir do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. As amostras viajaram em um cubesat: um pequeno módulo usado em missões espaciais.

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Mas por que mandar microrganismos? Alguns são promotores de crescimento de plantas: podem colaborar com nutrição, desenvolvimento e resistência vegetal. Entender sua sobrevivência é uma etapa para pensar em cultivo fora da Terra.

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Após o retorno, os pesquisadores abriram a carga útil em 23 de setembro e encontraram os tubos preservados. Eles separaram três grupos: microrganismos, dosímetros — que medem exposição à radiação — e biossensores.

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Cada item seguirá para uma análise diferente: o IEAv avaliará os dosímetros; a UFABC receberá os biossensores; e a Embrapa Soja fará testes genômicos. A pergunta central é simples: o voo alterou a capacidade desses microrganismos de se recuperar?

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A pesquisa reúne Embrapa, AEB, INPE, UFABC, Esalq/USP, CTI Renato Archer e IEAv. Ciência espacial não é obra de um laboratório isolado: exige rede, infraestrutura pública e formação de gente em diferentes áreas.

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O objetivo futuro é avaliar o uso desses organismos em missões de espaço profundo. Antes de imaginar plantações em outros mundos, há uma lição terrestre: conhecer melhor a vida microscópica pode abrir caminhos para uma agricultura mais resiliente aqui e além daqui.

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