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💰 Os dados do TSE expõem o peso do financiamento eleitoral na corrida pelo governo da PB — e levantam perguntas sobre transparência e equilíbrio na disputa. 🧵

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💰 A disputa pelo Governo da Paraíba passou dos R$ 6 milhões por candidatura em despesas declaradas. Cícero Lucena (MDB) lidera os gastos contratados; Lucas Ribeiro (PP), a arrecadação. O que esses números revelam sobre o poder do dinheiro na eleição? 🧵

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Nos dados enviados ao TSE, Cícero Lucena declarou R$ 6.450.760,97 em despesas contratadas. Lucas Ribeiro vem logo depois, com R$ 6.372.769,35. Efraim Filho (PL) registrou R$ 5.708.214,47.

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O maior item de Cícero foi “serviços prestados por terceiros”: R$ 2.578.246,72. No caso de Lucas, chama atenção R$ 1.060.000 em impulsionamento de conteúdo. Campanha digital amplia alcance, mas também torna decisiva a capacidade de pagar para aparecer.

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Na arrecadação, Lucas lidera com R$ 7.618.673. Efraim declarou R$ 6.894.800, e Cícero, R$ 5.888.000. A distância para candidaturas menores é enorme: Yuri Ezequiel (UP) registrou R$ 20.628; Camilo Duarte (PCO), nenhum valor até então.

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Mais de R$ 7,5 milhões do total de Lucas vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), repassado pelo partido. O fundo reduz a dependência de grandes doadores privados — mas a distribuição interna pode concentrar recursos em poucas candidaturas.

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Há uma ressalva essencial: as prestações são parciais ou ainda podem ser atualizadas. Yuri e Camilo não haviam declarado despesas, e os demais concorrentes tinham prazo até 3 de novembro para consolidar os dados. Transparência só funciona se a fiscalização acompanhar cada etapa.

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Outro ponto: arrecadar R$ 7,6 milhões acima do teto de gastos informado, de R$ 7,1 milhões, não prova irregularidade por si só; o uso efetivo e a destinação dos recursos precisam ser conferidos nas contas finais. A pergunta central permanece: quem consegue competir quando visibilidade custa milhões?

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