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📈 A geração marcada por crise e precariedade passou a ganhar mais, em termos reais, em 29 de 32 países ricos. Entenda o que os dados medem — e o que eles não resolvem. 🧵

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Millennials estão melhorando de vida nos países ricos 📈 Em 29 de 32 economias analisadas, sua renda real supera a de gerações anteriores na mesma idade. Mas “ganhar mais” não significa, automaticamente, viver sem aperto. 🧵

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Primeiro, o conceito-chave: renda real é o salário ajustado pela inflação. Ou seja, ela tenta mostrar quanto o dinheiro realmente compra — e não apenas se o número no contracheque aumentou.

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O levantamento da The Economist compara millennials com gerações anteriores quando tinham idade semelhante. O resultado contraria a imagem consolidada na década de 2010, marcada por desemprego jovem, salários travados e frustração pós-crise.

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Naquele período, havia motivos concretos para o pessimismo: na Grécia, o desemprego entre jovens chegou a superar 50%. Em outros países, a entrada no mercado de trabalho ocorreu sob contratos mais frágeis e crescimento salarial baixo.

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As exceções importam: Itália, Grécia e Japão. Aos 30 anos, millennials italianos ganhavam 10% menos que a geração X na mesma fase da vida. No Japão, a renda familiar aos 35 anos ficou abaixo do nível observado décadas antes.

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Também vale separar renda de patrimônio. Salários maiores podem coexistir com aluguel caro, imóveis inacessíveis, dívidas e serviços públicos pressionados. A melhora média não elimina desigualdades por classe, gênero, raça ou região.

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A leitura mais útil é menos dramática e mais precisa: muitos millennials avançaram no mercado de trabalho, mas o desafio agora é transformar renda em segurança financeira, moradia e oportunidades que não fiquem concentradas em poucos grupos.

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