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🌍 Tarifas, reindustrialização e direitos trabalhistas entram na mesa do G20 nos EUA. A disputa não é só sobre vender mais — é sobre quem paga a conta. 🧵

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Milwaukee recebe ministros de Comércio do G20 para discutir tarifas e regras globais 🌍🧵 A cidade vira palco de uma questão que afeta preços, empregos e cadeias de produção: comércio internacional deve servir a quem?

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O encontro é liderado pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e ocorre num momento de retórica mais dura sobre tarifas. Para Wisconsin, há um ponto sensível: o Canadá é seu principal parceiro comercial.

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Tarifas podem proteger setores nacionais no curto prazo, mas também encarecem insumos e provocam retaliações. Quando dois parceiros integrados elevam barreiras, trabalhadores, pequenos negócios e consumidores costumam sentir primeiro.

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A visita à Rockwell Automation simboliza a promessa de trazer manufatura de volta aos EUA. A proposta tem apelo popular após décadas de fábricas migrarem para países de salários menores. Mas “trazer de volta” não basta: quais empregos, com quais salários e direitos?

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O líder sindical John Drew defende uma política comercial centrada nos trabalhadores — dentro e fora dos EUA. A crítica é direta: acordos que priorizam apenas grandes interesses empresariais podem estimular competição por salários baixos e regras ambientais fracas.

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Lori Wallach resume o debate: comércio e tarifas são ferramentas, não fins em si. Podem fortalecer cadeias locais e inovação ou concentrar poder em grandes corporações. O resultado depende de quem escreve as regras e de quais metas são cobradas.

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O teste para o G20 não será produzir uma declaração elegante em Milwaukee. Será construir regras que conciliem abertura comercial, empregos dignos, transição ambiental e previsibilidade para países parceiros. Comércio global funciona melhor quando seus ganhos não ficam restritos a poucos.

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