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📈 Minas Gerais abriu 91.526 empresas até setembro. O avanço é relevante, mas os números revelam uma economia cada vez mais dependente de serviços. 🧵

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Minas Gerais abriu 91.526 novas empresas entre janeiro e setembro de 2026 — alta de 4,11% sobre 2025. 📈 O número impressiona, mas há uma questão central: três em cada quatro novos CNPJs vieram de serviços. 🧵

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O setor de serviços somou 69.424 constituições, avanço de 6,19% em um ano. Comércio, por outro lado, caiu de 18.515 para 18.127 novos negócios; a indústria recuou de 4.020 para 3.975. Cresce o empreendedorismo, mas a base produtiva se estreita.

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Serviços são essenciais e abrangem de tecnologia a alimentação, saúde e logística. Mas o dado merece leitura cuidadosa: abertura de empresa não significa, automaticamente, emprego estável, faturamento sustentável ou aumento de produtividade.

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Parte dessa expansão pode refletir oportunidades reais. Outra parte pode revelar trabalhadores buscando renda via formalização, muitas vezes sem rede de proteção. O desafio não é só abrir CNPJs: é fazer esses negócios sobreviverem e crescerem.

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A Região Central concentrou 42.713 aberturas, quase metade do total estadual. Sul de Minas teve 10.948 e Triângulo, 9.346. A concentração acompanha infraestrutura, mercado consumidor e crédito — vantagens que ainda não chegam com a mesma força a todas as regiões.

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Programas como Minas Livre para Crescer e Redesim+Livre ajudam a reduzir burocracia. É positivo. Mas simplificar a abertura precisa vir junto de acesso a crédito, capacitação, conectividade e mercados para micro e pequenos empreendedores.

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O saldo de Minas é forte: mais negócios formalizados e serviços em expansão. A pergunta estratégica é outra: o estado conseguirá transformar esse impulso em empresas duradouras, inovação e oportunidades distribuídas pelo território?

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