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🌊 Uma proposta nos EUA pode abrir caminho para escavar o leito oceânico internacional a 4 km de profundidade. Entenda por que cientistas e ambientalistas estão alarmados. 🧵

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🌊 A TMC USA pediu autorização ao governo Trump para explorar comercialmente o fundo do mar internacional — e o alerta é global. A área pretendida passa de 65 mil km², cerca de duas vezes a Bélgica. Entenda o que isso significa. 🧵

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Primeiro, o básico: mineração em águas profundas busca nódulos ricos em metais no leito oceânico. Para alcançá-los, máquinas do tamanho de tanques seriam enviadas a cerca de 4 km abaixo da superfície para raspar o fundo do mar.

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O ponto central é que essa região não pertence a um único país. O leito marinho internacional é considerado um bem comum da humanidade. Por isso, decisões sobre seu uso deveriam considerar povos, futuras gerações e não apenas o lucro de uma empresa.

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Segundo o Greenpeace, o risco ambiental é difícil de reverter: o fundo do oceano abriga ecossistemas muito antigos e espécies ainda desconhecidas. Na zona Clarion-Clipperton, cientistas estimam que milhares de espécies podem sequer ter sido catalogadas.

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Não é só uma questão de criaturas no fundo do mar. Mexer nesses habitats pode levantar sedimentos, alterar cadeias alimentares e afetar processos ligados ao clima, à pesca e à vida marinha em camadas bem acima do leito oceânico — inclusive baleias.

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A NOAA, agência dos EUA que analisa o pedido, abriu consulta pública. De acordo com a campanha, pessoas de qualquer país podem enviar comentários. O caso expõe uma disputa maior: quem decide o destino de recursos que são de interesse mundial?

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A mineração em águas profundas ainda não começou comercialmente nessa escala. Isso torna o debate decisivo: antes de transformar uma das últimas áreas selvagens do planeta em fronteira extrativa, a ciência e a precaução precisam pesar mais do que a pressa.

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