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🌊 Uma proposta ligada a Trump para explorar o leito do Pacífico reacende um alerta: recursos globais podem virar lucro privado sem regras internacionais?

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🌊 O plano atribuído a Trump de arrendar milhões de hectares do fundo do Pacífico para mineração levanta uma pergunta incômoda: quem pode transformar uma área vital dos oceanos em fronteira de extração privada? 🧵

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Em carta ao The Guardian, o economista Guy Standing afirma que a proposta pode violar a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, a Unclos. Não é apenas uma disputa ambiental: é um teste para as regras globais.

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A Unclos foi ratificada por 171 países e pela União Europeia. Os EUA não a ratificaram, mas, segundo a carta, disseram desde 1982 que seguiriam suas normas e procedimentos. Esse compromisso vale só quando convém?

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Pelas regras citadas, a mineração em águas profundas não deveria avançar sem um código internacional de avaliação ambiental — e ele ainda não foi concluído. Explorar primeiro e medir o dano depois é gestão ou imprudência?

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Há outro nó: os benefícios econômicos precisariam ser compartilhados internacionalmente. Faz sentido que minerais de uma área comum da humanidade gerem ganhos concentrados, enquanto os riscos ecológicos são de todos?

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A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos é responsável por desenhar essas regras, mas os acordos centrais seguem pendentes. Se cada potência criar seu próprio atalho, o que sobra da governança global dos oceanos?

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O fundo do mar ainda é pouco conhecido, mas abriga ecossistemas que podem levar séculos para se recuperar — se conseguirem. A questão não é só se podemos minerar: por que tanta pressa em fazer isso antes de haver salvaguardas?

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