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📊 Estudo com dados do emprego formal indica que a convivência entre diferentes qualificações no setor privado está ligada a mais oportunidades de ascensão.

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📊 Misturar trabalhadores mais e menos qualificados na mesma estrutura produtiva pode ampliar a mobilidade social no Brasil, aponta estudo assinado pelo pesquisador César Hidalgo. A análise usa dados do emprego formal até 2018. 🧵

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A pesquisa, publicada na revista científica PNAS, analisou cidades brasileiras antes da pandemia. Onde há maior ascensão profissional, é mais comum encontrar mão de obra qualificada e não qualificada atuando lado a lado no setor privado.

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A hipótese é direta: convivência no trabalho também gera aprendizado. Profissionais com formações, repertórios e experiências distintos podem trocar conhecimento, formar redes e abrir caminhos para crescimento dentro das empresas.

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Segundo Hidalgo, não é apenas o tamanho da desigualdade que importa. A forma como ela se organiza faz diferença: quando há segregação entre grupos, o potencial de aprendizado e desenvolvimento econômico tende a diminuir.

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O estudo identifica esse padrão com mais força em municípios do Sul e do Sudeste. Em cidades de porte semelhante no Norte e no Nordeste, a mobilidade observada foi menor e profissionais qualificados apareceram mais concentrados no setor público.

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Isso não significa que o setor público seja o problema. O dado aponta uma estrutura produtiva diferente: quando oportunidades e profissionais especializados ficam mais separados do restante do mercado, diminuem os contatos que podem disseminar conhecimento.

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A principal base foi a RAIS, registro federal do trabalho formal. Como as estatísticas chegam a 2018, o levantamento não mede os efeitos da pandemia, da expansão do trabalho por aplicativos nem das mudanças recentes no mercado.

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A conclusão é relevante para empresas e gestores: mobilidade não depende só de diplomas ou vagas. Ambientes produtivos que conectam pessoas, qualificações e oportunidades podem transformar diversidade de trajetórias em desenvolvimento econômico.

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