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Resumo em 10 segundos

Só 14 dos 30 parlamentares paulistas mais votados tiveram propostas ou posicionamentos identificados sobre mobilidade. E segurança viária praticamente sumiu do debate. 🚦

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Mobilidade urbana foi esquecida nas eleições de São Paulo? 🚦 Uma análise dos 30 parlamentares mais votados encontrou propostas ou posicionamentos sobre o tema em apenas 14 casos. Segurança viária? Nenhuma proposta identificada. 🧵

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Entre os 20 deputados mais votados, só 5 — 25% — tiveram alguma proposta ou posicionamento público sobre mobilidade nas fontes consultadas. Não prova que os demais sejam contra o tema, mas expõe o quanto ele ficou ausente da campanha.

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E isso ocorre no estado onde milhões encaram congestionamentos, ônibus lotados, conexões precárias e horas perdidas no deslocamento. Mobilidade não é detalhe técnico: define acesso a emprego, estudo, saúde, lazer e qualidade de vida.

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As propostas encontradas se concentram no transporte coletivo: tarifa zero, novas fontes de financiamento, expansão dos trilhos e integração metropolitana. São caminhos relevantes e coerentes com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

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Mas há uma lacuna crítica: prometer ampliar serviço sem discutir orçamento, integração e qualidade pode virar slogan. Tarifa zero, por exemplo, exige financiamento estável — não pode significar cortar frota, manutenção ou direitos de quem opera o sistema.

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As motos também ganharam espaço nas agendas: apps de passageiros, apoio a entregadores e redução de tributos. Faz sentido olhar para quem depende dela para trabalhar. O problema é tratar incentivo à moto como política de mobilidade completa.

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A moto amplia autonomia e renda, mas concentra uma parcela expressiva das mortes no trânsito paulista. Facilitar seu uso sem infraestrutura segura, fiscalização inteligente, formação e proteção trabalhista para entregadores transfere o risco para quem já está mais exposto.

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O dado mais duro é o silêncio sobre segurança viária: nenhum dos 30 parlamentares analisados apresentou proposta identificada para prevenir mortes no trânsito. Se deslocar pela cidade não deveria cobrar vidas como preço da rotina. 🚦

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