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Resumo em 10 segundos

Enquanto rodovias e concessões ganham espaço, o transporte público — que move milhões todos os dias — aparece pouco nos planos presidenciais. 🧵

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Mobilidade urbana quase sumiu do debate presidencial de 2026 🚍🧵 Enquanto candidatos priorizam segurança e rodovias, faltam propostas concretas para melhorar ônibus, metrôs e trens — o transporte que garante o deslocamento diário de milhões.

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A apuração de O TEMPO analisou programas e falas de Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. O padrão chama atenção: há mais convergência sobre estradas e concessões do que sobre transporte coletivo.

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Isso importa porque mobilidade não é só “ir e voltar”. É acesso a emprego, escola, saúde, lazer e oportunidades. Quando a passagem pesa no bolso ou o ônibus demora, a cidade fica menor justamente para quem mais depende dela.

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Segundo Paulo Cesar Marques da Silva, da UnB e do Observatório das Metrópoles, muitos serviços são caros e de baixa qualidade — funcionando como barreira, não como ferramenta para o pleno direito à cidade.

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O caminho existe: corredores de ônibus bem planejados, integração tarifária, mais frequência, veículos menos poluentes, calçadas acessíveis e conexão com metrôs e trens. São medidas capazes de reduzir tempo perdido e emissões ao mesmo tempo. 🌱

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Mas promessa genérica não move ninguém. Uma política nacional de mobilidade precisa de metas, cronograma, responsabilidades claras e financiamento estável para estados e municípios — com foco na qualidade para passageiros, não apenas em obras.

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O debate de 2026 tem uma oportunidade enorme: tratar o transporte público como infraestrutura essencial, tão estratégica quanto qualquer rodovia. Uma cidade que se move melhor abre mais portas para todos. 🚍✨

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