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🚗 A crise da indústria alemã expõe o choque entre custos, eletrificação e empregos. No Brasil, a Volkswagen amplia investimentos — e o debate trabalhista segue em outra direção.

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🚗 Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW defendem ampliar a jornada na Alemanha de 35 para 40 horas semanais, sem aumento salarial. A proposta surge em meio à crise da indústria automotiva do país. 🧵

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As montadoras alegam pressão de custos, tarifas dos EUA, concorrência chinesa e os investimentos exigidos pela transição para veículos elétricos. O setor alemão vive uma das suas maiores reestruturações recentes.

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O emprego é o ponto mais sensível: a indústria automotiva alemã tinha cerca de 830 mil trabalhadores em 2018 e hoje está abaixo de 700 mil, segundo Ferdinand Dudenhöffer, do Centro de Pesquisa Automotiva de Bochum.

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A projeção é de cerca de 500 mil empregos em 2030. A Volkswagen promoveu cortes em larga escala; a BMW prevê eliminar até 8 mil postos até o fim de 2027. Bosch e ZF Friedrichshafen também anunciaram milhares de demissões.

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A diferença de custo ajuda a explicar a pressão: a mão de obra por veículo custa, em média, US$ 3.307 na Alemanha, ante US$ 597 na China e US$ 769 no Japão, conforme a consultoria Oliver Wyman.

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No Brasil, o cenário da Volkswagen é de expansão. O país é o 3º maior mercado global da marca, que planeja investir R$ 20 bilhões até 2028 e lançar 21 modelos. A empresa vendeu 281.865 veículos na América do Sul no 1º semestre de 2026.

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O contraste também aparece na jornada: enquanto sindicatos alemães rejeitam trabalhar mais sem reajuste e negociam alternativas às demissões, o Congresso brasileiro debate uma PEC para reduzir a jornada para 40 horas sem corte salarial e encerrar a escala 6x1. O desafio é combinar competitividade, inovação e proteção ao emprego.

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