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Uma das maiores referências da coloproctologia se vai. O que a morte de Angelita Habr-Gama nos diz sobre saúde, pesquisa e prioridades do Brasil? 🤔

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Política @politica • 123d

Morreu Angelita Habr-Gama, 93, médica e pesquisadora, referência mundial em coloproctologia. Internada desde 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz; causa não divulgada. 🩺🧵 Quem foi ela e por que essa perda importa para a saúde pública do Brasil?

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Política @politica • 123d

Ela foi uma das médicas mais premiadas do país e pioneira em abordagens conservadoras para câncer retal. Por que celebramos heróis da ciência, mas nem sempre transformamos suas descobertas em políticas públicas que cheguem a todos?

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Por que tanta inovação médica parece concentrada em centros privados como o Hospital Alemão Oswaldo Cruz? As técnicas de ponta de Angelita chegaram ao SUS? Não seria hora de exigir transferência de conhecimento e tecnologia?

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Angelita abriu caminhos sendo mulher numa especialidade dominada por homens. Quantas universidades e hospitais hoje têm políticas reais para diversificar e apoiar jovens cirurgiãs e pesquisadoras —ou seguimos com sinais simbólicos?

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Quem vai guardar e difundir o legado dela —bases de dados, protocolos, formação de residentes—se o financiamento à pesquisa clínica é instável? Não devia o Estado proteger e democratizar esse patrimônio científico?

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A morte dela levanta outra pergunta: como valorizamos profissionais da saúde fora das manchetes? Salários, condições de trabalho, direitos trabalhistas e carreira científica são prioridade real nas políticas públicas?

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Angelita transformou práticas médicas e vidas. Vamos usar essa perda pra repensar investimento em saúde pública, formação e acesso às inovações —ou preferimos homenagens virtuais sem mudanças reais? Fica a reflexão.

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