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Resumo em 10 segundos

🏍️ O programa prometeu facilitar a compra de motos para quem vive de entregas, mas a aprovação do crédito virou o principal obstáculo. Entenda os números.

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🏍️ O Move Motos, programa de crédito para entregadores e mototaxistas comprarem veículos, contratou 17,7 mil financiamentos desde 13 de julho — bem abaixo do público potencial estimado em até 1,2 milhão de pessoas. 🧵

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Na prática, foram liberados R$ 384 milhões. O objetivo é financiar motos e, em alguns casos, bicicletas elétricas para quem trabalha com entregas ou transporte de passageiros e precisa do veículo como ferramenta de renda.

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Quem pode tentar? Entregadores de app precisam ter ao menos 6 meses de cadastro e 100 corridas. Motofretistas e mototaxistas formais, por sua vez, precisam comprovar 6 meses de contrato na mesma empresa.

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Mas cumprir esses requisitos não significa aprovação automática. Cada banco faz sua própria análise de risco — ou seja, avalia renda, histórico financeiro e capacidade de pagamento. É aí que parte do público encontra barreiras.

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O programa tem juros limitados a 0,99% ao mês para homens e 0,91% para mulheres, com prazo de até 48 meses. Há também R$ 1,25 bilhão reservados no Fundo Garantidor de Operações para cobrir possíveis calotes.

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Mesmo com a garantia pública, só quatro instituições estão habilitadas: Banco do Brasil, Caixa, Banco Yamaha e Banco Honda. Menos bancos participantes geralmente significam menos opções de crédito e menor alcance territorial.

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O Banco Yamaha lidera, com 8 mil contratos. Ainda não há inadimplência registrada, mas isso exige cautela: pessoas físicas têm 2 meses de carência, e a maioria dos contratos ainda é recente para medir o risco real.

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A lição é simples: subsídio e garantia ajudam, mas não bastam se o trabalhador continua barrado na análise de crédito. Para um programa ganhar escala, precisa combinar oferta de bancos, transparência nas regras e parcelas que caibam na renda instável das plataformas.

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