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Resumo em 10 segundos

💰 Investigação aponta um “fisco paralelo” para acelerar créditos tributários em São Paulo. Quatro pessoas foram denunciadas, segundo o MP-SP.

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MP-SP denuncia ex-diretor da Fazenda de SP por suposto esquema de propina para acelerar a liberação de créditos de ICMS. 💰🧵 Quatro pessoas respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, segundo a acusação.

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Entre os denunciados está André Weiss, ex-diretor executivo da Administração Tributária — o terceiro cargo mais alto da pasta. O advogado João André Buttini de Moraes é apontado pelo Ministério Público como líder do esquema.

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A investigação descreve um “fisco paralelo”: empresas pagariam para que pedidos de ressarcimento tributário fossem destravados, acelerados ou aprovados. A propina, segundo o MP, variava de 1% a 10% dos valores envolvidos.

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Segundo a apuração, Buttini teria repassado cerca de R$ 13,6 milhões, de 2021 a agosto de 2025, ao ex-delegado tributário Paulo Sérgio Siqueira Prado para interferir em processos de clientes do escritório.

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Em colaboração premiada, Prado afirmou ter entregue aproximadamente R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo a Weiss. Os repasses teriam ocorrido em mochilas, principalmente em restaurantes de Pinheiros, na Zona Oeste da capital.

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O MP aponta dois núcleos: no privado, profissionais captariam grandes contribuintes e negociariam facilidades; no público, servidores interfeririam na fiscalização e no fluxo dos pedidos. A suspeita alcança diferentes níveis da estrutura tributária.

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Créditos tributários existem para corrigir pagamentos e garantir previsibilidade às empresas. Quando o acesso depende de influência e propina, a concorrência é distorcida e quem segue as regras fica em desvantagem.

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O caso é desdobramento das operações Ícaro, em agosto de 2025, e Fisco Paralelo, em março. A denúncia ainda será analisada pela Justiça, mas a investigação expõe como controles e transparência são decisivos na gestão de recursos públicos.

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